O compartilhamento na Rede Social: Facebook e processos de construção de identidade

Apresentei ontem (25/11) na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), uma pesquisa acadêmica como conclusão do curso de Psicologia – minha segunda opção de graduação. Confira abaixo um resumo da proposta.

A discussão sobre os novos padrões de relacionamento, comunicação e formação de grupos na internet tem sido pauta em assuntos relacionados à organização social moderna. Em meio ao acesso desenfreado às Redes Sociais Virtuais através de celulares e computadores, a informação sem fronteiras segue uma lógica de interações que mistura sujeitos e empresas em uma rede de compartilhamento infinita.

O objetivo do trabalho foi investigar os motivos que levam os sujeitos a compartilhar postagens no Facebook, tendo em vista a presença de assuntos diversos, em uma mídia em que o usuário é o produtor de conteúdo e escolhe na sua própria página, o que é ou não interessante para os seus ‘leitores’.

Assim, pretendeu-se identificar as características das postagens (conteúdo, texto, foto, vídeo ou link) que levam os sujeitos a compartilhar conteúdos em seus perfis pessoais, tais como: religião, assuntos pessoais, política e economia. Complementar a esta análise, serão estudas as expectativas criadas a partir de um compartilhamento em relação à popularidade/visibilidade, status e pertencimento a um determinado grupo social, cultural e econômico, o que nos leva a questionar os processos de construção de identidade nesse contexto virtual interacional.

Por ser um tema emergente por possibilitar novas formas de relacionamento entre as pessoas no mundo contemporâneo, a Psicologia ainda carece de pesquisas que entendam e analisem o comportamento dos usuários em uma mídia instantânea e simultânea, que exige a cada dia mais, o tempo de quem usa. No entanto, os estudos relacionados às Redes Sociais como o Facebook, já são realizados com maior intensidade, pelas áreas de Comunicação Social e Marketing. Isso foi constatado quando da pesquisa em sites acadêmicos tais como Scielo e Pepsic, dentre outros.

Há cinco anos o Marketing Digital praticado na Internet e a forma com que as pessoas se engajam na rede tem sido meu objeto de trabalho. Desde a graduação em Comunicação Social, o culto às celebridades instantâneas, e o universo da ‘arte biográfica’ que gira em torno do contexto de narrar a vida, pautam meus estudos. Em 2008, para a conclusão do curso de jornalismo, falei sobre “O cinema e a reconstrução do personagem: estudo sobre a reapropriação da celebridade Kurt Cobain a partir do filme Last Days (2005)”. Em 2009, escrevi sobreA morte do personagem midiático: um estudo sobre Kurt Cobain na revista Rolling Stone Brasil, 15 anos após o seu suicídio”, em um artigo científico de conclusão de curso de pós graduação.

Durante a minha trajetória profissional, trabalhei com grandes marcas como Ricardo Eletro, Usiminas, Fiat e o Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas como Analista de Mídias Sociais e Comunicação na Internet.

Olhar os números das Redes Sociais em 2013 ajuda a reforçar a relevância do tema. A pesquisa F/Radar, idealizada pela F/Nazca Saatchi & Saatchi em parceria com o Instituto Datafolha, entrevistou pessoalmente 2.236 pessoas, com 12 anos ou mais, de todas as classes sociais. Os dados correspondem a maio de 2013. Segundo a pesquisa, os internautas somam mais de 84 milhões de brasileiros – ainda segundo a pesquisa, há uma estimativa de mais de 157 milhões de brasileiros com mais de 12 anos em 2012, o que significa dizer que pelo menos metade da população com mais de 12 anos está usando a internet.

Para compreender este universo, a pesquisa a seguir pretendeu utilizar a maior Rede Social mundial deste momento, a norte-americana Facebook. Tendo em vista  a caracterização desta como uma das maiores e mais promissoras empresas de investimento financeiro (inclusive com ações na Bolsa de Valores), justifica-se observar o tipo de interação que é feita hoje por empresas e pessoas simultaneamente.

Uma prática bastante comum nesta é rede é a de compartilhar conteúdos para que outras pessoas possam ter acesso a eles. O compartilhamento é uma prática de replicar a informação que aparece através de uma pessoa (outro usuário) ou Fan Page que o sujeito escolhe acompanhar em sua rede social. É diferente de publicar um conteúdo de sua própria autoria, mas  dar visibilidade a um conteúdo já publicado por outrem.

Assim, o trabalho pretendeu investigar esse fenômeno através de uma análise da rede social virtual Facebook e a lógica de interações envolvida na dinâmica de relacionamento, e compreender o ato do compartilhamento como uma das facetas relativas à construção de identidade do sujeito. Posteriormente, através de uma entrevista com os próprios usuários, identificou-se as razões pelos quais eles compartilham e qual é a característica do conteúdo compartilhado, relacionando-o com objetivos de consumo, políticos, religiosos, dentre outros.

Alguns resultados da pesquisa podem ser vistos aqui:

http://pt.slideshare.net/cinthiademaria/slideshelf

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Quais os setores de atividade mais ativos no Facebook?

Essa foi uma das últimas tendências que a SocialBakers se propôs a monitorar. A equipe, assim como o mercado e os profissionais da área, estava curiosa para ver quais eram os setores de atividade com as Fan Pages mais ativas do mundo, por assunto. O objetivo era conhecer os setores mais participativos e com mais fãs no Facebook.

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Você sabia que pedir retuítes (ainda) é a melhor maneira de ampliar o alcance da sua mensagem?

E quem diz isso é uma pesquisa da Social Bakers. Apesar de todos os “manuais” de Redes Sociais pregarem o engajamento pelo conteúdo atrativo, os números revelaram que ‘mendigar’ por retuítes ainda é a saída com mais eficácia.

O estudo analisou 350.283 tuítes de 3.792 perfis de marcas no Twitter eles chegaram à conclusão que pedir para retuitar suas mensagens aumenta exponencialmente as chances de outros usuários passarem para frente.

Se você pedir para dar “RT” pode esperar cerca de 73 retweets, em média. Se for“Por favor, retweet” rende 64 compartilhamentos. Para “Por favor RT” ou “Pls RT” já cai para 28.

Tweets sem nenhuma chamada, em média, renderam apenas 2 retweets.

Curtir porque?

A Gauge realizou uma pesquisa sobre as “Faces do Facebook” apresentada em um evento da FecomercioSP. Culturas de utilização, perfil de usuários, conteúdo, dentre vários outros importantes assuntos para um profissional de Marketing Digital se inteirar, destaquei um que considero a grande questão das marcas que resolvem apostar nas redes sociais: o que leva o usuário a curtir uma página?

Segundo a pesquisa, o perfil dos curtidores está relacionado com o mix de conteúdo, cultura de utilização e perfil dos usuários. Conheça os “tipos de curtidores”.

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Empresas respondem mais rápido pelo Twitter

O Scup realizou um estudo para descobrir quanto tempo as marcas demoram pararesponder aos seus clientes no Facebook e no Twitter. No microblog, a quantidade de respostas dadas em menos de 24 horas é 94% maior do que no Facebook, que é de 84%. Além disso, o Twitter também é o espaço em que as respostas em menos de um dia acontecem em menos tempo: 2 horas e 15 minutos, contra 4 horas e 30 minutos no Facebook. Somando-se as duas redes sociais, o tempo médio de resposta fica na casa das 3 horas, enquanto o número de respostas em menos de 24 horas chega a 91% do total.

Segundo o relatório da Scup, a explicação é que, ao contrário do Facebook, os perfis no microblog em geral são públicos, o que facilita o monitoramento. Em segundo lugar, aparentemente se convencionou que o Twitter é um canal de serviço de atendimento ao consumidor, o que não vale para a rede social de Mark Zuckerberg.

O relatório foi concebido com base em total de 225.310 respostas enviadas pelos clientes da Scup no segundo semestre do ano passado.

Considerando o tempo para um serviço em que o cliente espera ser ouvido e atendido de forma mais rápida possível, O Brasil parece ter entendido o recado por não deixar a pergunta sem resposta por um longo período (apesar de ainda não ser o mundo ideal). De qualquer forma, vale lembrar que a pesquisa foi feita apenas para os clientes do Scup, que já são empresas preocupadas em saber o que seus clientes estão falando na rede e o monitoramento da interação. De qualquer forma, quem se preocupa com isso já está à frente na tentativa de produzir um atendimento mais efetivo.