Causa Brasil monitora em tempo real as reivindicações a partir de citações nas redes sociais

Quais são afinal, as causas pelas quais as pessoas estão indo às ruas em protestos que já duram mais de semanas por todo o Brasil? Se depender do que elas contam e se mobilizam nas redes sociais a partir de hashtags (#), a Causa Brasil tem a resposta.

A plataforma foi criada pela W3haus em parceria com a Seekr e tem como objetivo ajudar a entender o que diz “a voz das ruas” nas manifestações que estão rolando no Brasil, por meio dos comentários nas redes sociais. Segundo a metodologia descrita do site, uma lista de mais de 100 termos de busca é atualizada constantemente, pela ferramenta de monitoramento Seekr, que acompanha os posts no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Google+.

Abastecida automaticamente, a cada hora, a ferramenta traz gráficos visuais e funciona como um termômetro que categoriza, agrupa e interpreta ‘a voz’ dos manifestos.

O Causa Brasil destaca ainda, os temas mais comentados e a quantidade de menções sobre o assunto, entre outros dados. Com essas informações, a plataforma  mostra quais os objetivos que têm adesão de mais pessoas.

Bem como qualquer ferramenta de monitoramento do que tem sido falado na rede, #ficaadica para os políticos e para o mercado, que passa a olhar o monitoramento com outros olhos após as manifestações.

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Empresas respondem mais rápido pelo Twitter

O Scup realizou um estudo para descobrir quanto tempo as marcas demoram pararesponder aos seus clientes no Facebook e no Twitter. No microblog, a quantidade de respostas dadas em menos de 24 horas é 94% maior do que no Facebook, que é de 84%. Além disso, o Twitter também é o espaço em que as respostas em menos de um dia acontecem em menos tempo: 2 horas e 15 minutos, contra 4 horas e 30 minutos no Facebook. Somando-se as duas redes sociais, o tempo médio de resposta fica na casa das 3 horas, enquanto o número de respostas em menos de 24 horas chega a 91% do total.

Segundo o relatório da Scup, a explicação é que, ao contrário do Facebook, os perfis no microblog em geral são públicos, o que facilita o monitoramento. Em segundo lugar, aparentemente se convencionou que o Twitter é um canal de serviço de atendimento ao consumidor, o que não vale para a rede social de Mark Zuckerberg.

O relatório foi concebido com base em total de 225.310 respostas enviadas pelos clientes da Scup no segundo semestre do ano passado.

Considerando o tempo para um serviço em que o cliente espera ser ouvido e atendido de forma mais rápida possível, O Brasil parece ter entendido o recado por não deixar a pergunta sem resposta por um longo período (apesar de ainda não ser o mundo ideal). De qualquer forma, vale lembrar que a pesquisa foi feita apenas para os clientes do Scup, que já são empresas preocupadas em saber o que seus clientes estão falando na rede e o monitoramento da interação. De qualquer forma, quem se preocupa com isso já está à frente na tentativa de produzir um atendimento mais efetivo.