A importância da descrição do cargo  (especialmente para empresas de comunicação)

A discussão de hoje é direcionada, principalmente, aos empregadores e aos trabalhadores relacionados ao setor de recrutamento e seleção – se esse não for o seu caso, você pode alertar para a empresa que trabalha.

Está difícil encontrar mão de obra qualificada? Os currículos dizem uma coisa e a entrevista com os candidatos toma um rumo completamente diferente do esperado? Duas coisas podem estar acontecendo aí: ou há currículos mal feitos ou a sua vaga não está passando o recado corretamente. É só abrir o jornal de hoje pra ver que tem gente esperando recrutar um Super Homem (ou a Mulher Maravilha) cujas habilidades necessárias estão muito longe de ser as reais.

É claro que o espaço é curto e a vaga precisa ser atraente, mas os anúncios estão muito mal descritos ultimamente. Na área de comunicação social (que pertence ao meu mercado) por exemplo, tem gente procurando em um único profissional, habilidades de três graduações diferentes. Se forem contratar um jornalista que escreve para a internet hoje, exigem que ele tenha habilidades com publicidade, design, desenvolvimento de sites, planejamento de marketing etc. Só nesse vaga tem competências de quatro profissionais diferentes, que se graduaram em escolas distintas.

Com o mercado escasso, o que os profissionais fazem? Refazem o currículo e colocam um pouquinho de cada área para atrair a atenção do solicitante. Isso dá certo? Claro que não! Em pouco tempo o trabalhador está insatisfeito e o empregador sai por aí dizendo que não encontra gente qualificada. O fato é que achar o Super Homem não é tão simples, e essa vaga poderia ficar aberta durante um bom tempo até encontrar alguém interessado. Mesmo porque, o cara que tem quatro graduações diferentes provavelmente já estará muito bem empregado (se não tiver a sua própria empresa).

E qual é a descrição correta?

A boa notícia é que não há desculpas para não descrever o cargo adequadamente. O CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) oferece a lista completa das competências e habilidades que cada cargo no Brasil deve conter.

Basta acessar http://www.mtecbo.gov.br/cbosite e procurar a ocupação desejada.

Use e abuse dessa ferramenta, que sem dúvida irá te ajudar na busca por um profissional correto pela necessidade que a sua empresa tem.

 

 

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Por que a rotatividade em empresas que empregam pessoas criativas é grande?

Esse texto foi publicado originalmente por mim, no caderno Admite-se do Jornal Estado de Minas

O mercado da criatividade está em crise. Não, não é por falta de mão de obra nem de clientes (por enquanto). O motivo é a unanimidade da resposta que se tem ouvido desses profissionais quando questionados: “Para você, qual é o melhor lugar do mundo para trabalhar?”. – “No meu próprio negócio”. O salto de empregado para CEO (sigla em inglês que significa Diretor Executivo) é a bola da vez. Quando falamos de pessoas que trabalham com internet então, a vida útil da CLT parece ter os dias contados.

“Você não precisa ir à faculdade para ser um empreendedor ou para desenvolver um software”, afirmou com veemência o desenvolvedor John Meyer, que aos 19 anos recusou propostas da Apple, do visionário Steve Jobs. Segundo ele, as chances da empresa voltar a contactá-lo são infinitas, o que faz dele e tantos outros jovens assumirem o risco ao invés de se preender a uma rígida estrutura do mercado de trabalho tradicional.

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3 motivos pelos quais o mercado deve se ajudar mais

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Com o passar do tempo, a experiência de administrar um negócio próprio voltado para a área de Publicidade Digital revela-se cada vez mais surpreendente.  A sensação de lidar com o cliente e entender com afinco os seus objetivos talvez seja a parte mais encantadora, que nos faz apaixonar por aquele negócio como se ele fosse nosso, e é.

Por um lado não tão happy do ofício, alguns comentários tem se tornado rotina entre as pessoas que batem à nossa porta procurando pelos nossos serviços. Grande parte chega com um enorme receio de valores, prazos e qualidade, relatando experiências anteriores. As mais comuns são erros de português, “me prometeram X e não cumpriram”, “já paguei muito menos por isso”, dentre outros.

É amigos, não é fácil convencer a pessoa a contratar um serviço que o sobrinho dela pode fazer de graça ou que algum picareta fez antes. Mas aí você me diz: ‘é só mostrar seu portfólio’, certo? Pior que não, viu?! O que tem de gente que também usa esse artifício de forma errônea, não é brincadeira. O site está cheio de marcas grandes e projetos mal vistos a olho nu.

Por isso acredito que só existem três caminhos para esse mal do século na nossa profissão: amar esse mercado, cuidar dele como um filho e exigir muito que a concorrência seja boa e forte!

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