O caso do trabalhador que perdeu seus direitos por causa do Facebook*

Carlos tem 30 anos e trabalhouna área de produção em uma multinacional durante sete anos. Ficou afastado do emprego por seis meses por problemas psiquiátricos ocasionados por assédio moral sofrido na empresa. No final da licença, quando retornou às atividades, foi demitido.

Imediatamente, como qualquer trabalhador indignado faria, Carlos procurou um advogado para assegurar seus diretos, principalmente devido ao adoecimento mental e comprometimentos que a depressão havia lhe causado até na vida pessoal. A perícia forense provou em um laudo judicial que o adoecimento de Carlos de fato havia acontecido a partir da vivência profissional nessa empresa – e acreditem: provar questões psicológicas no âmbito do trabalho não é assim tão fácil.

Bom, com a prova da perícia, causa ganha, certo? Era o que Carlos (e o advogado dele) também achavam. Durante a audiência, o advogado da empresa – que estava do lado oposto de Carlos, questionou se o trabalhador já não havia tido problemas psicológicos antes do período em que esteve na multinacional. Obviamente, Carlos rebateu com a indignação de ter desenvolvido um sintoma nunca imaginado após os assédios sofridos na vida laboral.

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O compartilhamento na Rede Social: Facebook e processos de construção de identidade

Apresentei ontem (25/11) na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), uma pesquisa acadêmica como conclusão do curso de Psicologia – minha segunda opção de graduação. Confira abaixo um resumo da proposta.

A discussão sobre os novos padrões de relacionamento, comunicação e formação de grupos na internet tem sido pauta em assuntos relacionados à organização social moderna. Em meio ao acesso desenfreado às Redes Sociais Virtuais através de celulares e computadores, a informação sem fronteiras segue uma lógica de interações que mistura sujeitos e empresas em uma rede de compartilhamento infinita.

O objetivo do trabalho foi investigar os motivos que levam os sujeitos a compartilhar postagens no Facebook, tendo em vista a presença de assuntos diversos, em uma mídia em que o usuário é o produtor de conteúdo e escolhe na sua própria página, o que é ou não interessante para os seus ‘leitores’.

Assim, pretendeu-se identificar as características das postagens (conteúdo, texto, foto, vídeo ou link) que levam os sujeitos a compartilhar conteúdos em seus perfis pessoais, tais como: religião, assuntos pessoais, política e economia. Complementar a esta análise, serão estudas as expectativas criadas a partir de um compartilhamento em relação à popularidade/visibilidade, status e pertencimento a um determinado grupo social, cultural e econômico, o que nos leva a questionar os processos de construção de identidade nesse contexto virtual interacional.

Por ser um tema emergente por possibilitar novas formas de relacionamento entre as pessoas no mundo contemporâneo, a Psicologia ainda carece de pesquisas que entendam e analisem o comportamento dos usuários em uma mídia instantânea e simultânea, que exige a cada dia mais, o tempo de quem usa. No entanto, os estudos relacionados às Redes Sociais como o Facebook, já são realizados com maior intensidade, pelas áreas de Comunicação Social e Marketing. Isso foi constatado quando da pesquisa em sites acadêmicos tais como Scielo e Pepsic, dentre outros.

Há cinco anos o Marketing Digital praticado na Internet e a forma com que as pessoas se engajam na rede tem sido meu objeto de trabalho. Desde a graduação em Comunicação Social, o culto às celebridades instantâneas, e o universo da ‘arte biográfica’ que gira em torno do contexto de narrar a vida, pautam meus estudos. Em 2008, para a conclusão do curso de jornalismo, falei sobre “O cinema e a reconstrução do personagem: estudo sobre a reapropriação da celebridade Kurt Cobain a partir do filme Last Days (2005)”. Em 2009, escrevi sobreA morte do personagem midiático: um estudo sobre Kurt Cobain na revista Rolling Stone Brasil, 15 anos após o seu suicídio”, em um artigo científico de conclusão de curso de pós graduação.

Durante a minha trajetória profissional, trabalhei com grandes marcas como Ricardo Eletro, Usiminas, Fiat e o Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas como Analista de Mídias Sociais e Comunicação na Internet.

Olhar os números das Redes Sociais em 2013 ajuda a reforçar a relevância do tema. A pesquisa F/Radar, idealizada pela F/Nazca Saatchi & Saatchi em parceria com o Instituto Datafolha, entrevistou pessoalmente 2.236 pessoas, com 12 anos ou mais, de todas as classes sociais. Os dados correspondem a maio de 2013. Segundo a pesquisa, os internautas somam mais de 84 milhões de brasileiros – ainda segundo a pesquisa, há uma estimativa de mais de 157 milhões de brasileiros com mais de 12 anos em 2012, o que significa dizer que pelo menos metade da população com mais de 12 anos está usando a internet.

Para compreender este universo, a pesquisa a seguir pretendeu utilizar a maior Rede Social mundial deste momento, a norte-americana Facebook. Tendo em vista  a caracterização desta como uma das maiores e mais promissoras empresas de investimento financeiro (inclusive com ações na Bolsa de Valores), justifica-se observar o tipo de interação que é feita hoje por empresas e pessoas simultaneamente.

Uma prática bastante comum nesta é rede é a de compartilhar conteúdos para que outras pessoas possam ter acesso a eles. O compartilhamento é uma prática de replicar a informação que aparece através de uma pessoa (outro usuário) ou Fan Page que o sujeito escolhe acompanhar em sua rede social. É diferente de publicar um conteúdo de sua própria autoria, mas  dar visibilidade a um conteúdo já publicado por outrem.

Assim, o trabalho pretendeu investigar esse fenômeno através de uma análise da rede social virtual Facebook e a lógica de interações envolvida na dinâmica de relacionamento, e compreender o ato do compartilhamento como uma das facetas relativas à construção de identidade do sujeito. Posteriormente, através de uma entrevista com os próprios usuários, identificou-se as razões pelos quais eles compartilham e qual é a característica do conteúdo compartilhado, relacionando-o com objetivos de consumo, políticos, religiosos, dentre outros.

Alguns resultados da pesquisa podem ser vistos aqui:

http://pt.slideshare.net/cinthiademaria/slideshelf

O mundo online de Alice #sqn

Quem nunca teve a sensação de que sua vida está ó… uma bosta, quando abre o Facebook, que atire a primeira pedra. Pesquisas apontam que o Facebook tem causado depressão a crianças e jovens, por não se acharem ‘a altura’ dos amigos que conquistam mais visibilidade na rede.

No mundo das celebridades, que é o que as Redes Sociais proporcionam aos seus adeptos, não há tristeza, frustração nem perdas. Todos são felizes, comem as melhores comidas, frequentam os melhores lugares, fazem as melhores viagens e amam imensamente uns aos outros.

Esse vídeo produzido pela HigtonBros consegue ser impactante por mostrar qual o real problema da comparação entre essa vida editada das redes sociais e a que tocamos na vida real.

Alguém já se imaginou sair com a galera e não tirar uma foto para publicar?

Vale a reflexão para conhecermos quem somos e a luta diária com quem gostaríamos de ser.

Do Facebook para a mente dos Alzheimers

aevent

A Doença de Alzheimer atinge cerca de 10% da população com mais de 65 anos e é considerada um grande desafio social e econômico do século XXI,  já que a perspectiva da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que, de 2010 a 2030, o número de casos de pessoas com a doença aumente de 35,6 para 65,7 milhões.

Em busca de conscientizar e engajar os futuros idosos, a Alzheimer Nederlandlançou uma campanha única no Facebook que permite experienciar, por um breve momento, como é sofrer dessa terrível doença.

Inserindo e marcando imagens de pessoas em fotos de eventos que nunca participaram, eles foram capazes mostrar o mundo sob a perspectiva de um paciente. Simples e genial!

Fonte: Midias Sociais

ALZHEIMER NEDERLAND – The Alzheimer’s Event [casefilm] 2:00″ from N=5 on Vimeo.

Hashtags são #fail no Facebook?

Lançadas no Twitter e no Instagram como um sucesso de buscas e agrupamento de assuntos, no Facebook elas ainda são uma promessa. Uma pesquisa feita pelo site Edge Rank Checker, e traduzida para um infográfico pela Infobase Interativa, revela que o uso das tags na maior rede social do mundo não se popularizou. O alcance dos posts com hashtags em páginas mostrou-se bem menor do que o esperado; entenda os motivos.

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De acordo com o estudo realizado a média de alcance viral de publicações sem hashtags, no Facebook, é maior (1,30%) do que com elas (0,80%). Ou seja, apesar de se acreditar que os posts com tags estimulariam pessoas a clicarem nelas para ler mais sobre o mesmo assunto como no Twitter, não é isso o que acontece no Facebook.

Outra prova do “fracasso” das tags em páginas de fãs no Facebook pode ser medida na média de engajamento. Não há tanto benefício em exposição adicional da página com as tags. E, novamente, a comparação entre o engajamento em publicações com hashtags é menor do que onde elas não são utilizadas: 0,22% contra 0,25%.

Ou seja, a conclusão dos analistas foi que o uso das hashtags não aumenta o alcance da postagem no Facebook, e até espanta os leitores em alguns dos casos. Em síntese, não há mais cliques ou curtidas por causa das marcações de temas. Bem diferente do que acontece no Twitter, quando a viralização é de 0,0069% com hashtags e só 0,004% sem elas.

Apesar disso, ainda há páginas que seguem utilizando hashtags no Facebook. E, segundo o estudo, 70% das tags são marcadas em fotos, 20% em links e apenas 9% em atualizações de status. Um dado curioso descoberto foi quanto a comparação entre o número de tags utilizadas nas redes: enquanto no Twitter e no Instagram as pessoas abusam das hashtags, no Facebook 60,69% dos usuários usam apenas uma em seus posts de status e fotos.

Confira o resultado completo da pesquisa no infográfico abaixo:

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Quais os setores de atividade mais ativos no Facebook?

Essa foi uma das últimas tendências que a SocialBakers se propôs a monitorar. A equipe, assim como o mercado e os profissionais da área, estava curiosa para ver quais eram os setores de atividade com as Fan Pages mais ativas do mundo, por assunto. O objetivo era conhecer os setores mais participativos e com mais fãs no Facebook.

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App descobre quem seus amigos do Facebook realmente são

Rel8 cria perfis psicológicos de usuários a partir de seus dados de personalidade

empresa israelense Rel8 App desenvolveu um aplicativo (grátis para iPhone e iPad) que analisa os dados sociais do Facebook utilizando programação baseada em neurolinguística e outros conceitos de psicologia para criar perfis pessoais, baseando-se nos interesses, gostos, traços e atividades que os usuários registram pela rede.

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O gigante acordou com o despertador do Zuckerberg

Nas duas últimas semanas todo mundo se perguntou (inclusive quem estava nas ruas), qual era afinal, o motivo dos protestos que aconteceram nas principais capitais do país que rapidamente se espalhou pelo interior e ganhou o mundo em solidariedade ao povo que irá sediar a Copa do Mundo. Em resumo, a causa da insatisfação é advinda principalmente, dos prejuízos sociais ocasionados pela corrupção brasileira praticada pelos nossos governantes.

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Não é porque o Facebook adotou a #hashtag #que #você #deve #ficar #escrevendo #assim

O Facebook anunciou nesta quarta-feira (12), o uso das adoradas “hashtags” (#), já utilizadas no Twitter e Instagram, como ferramenta de busca para determinado assunto e estratégia importante para ranquear o que é mais comentado no dia.

Os usuários do Facebook agora serão capazes de agrupar comentários sobre o mesmo tema, digitando a “hashtag” ao lado de uma palavra-chave — tais como #comunicação — no final de um post.

Por enquanto, cerca de 20% dos usuários já estão usando o novo serviço. O lançamento global já é esperado para as próximas semanas.

E o que isso muda no planejamento de comunicação digital? Muita coisa! Assim como já é feito no Twitter, apenas o que importa deve ser tagueado com o famoso jogo da velha (#). Sua empresa não será encontrada se usar mais ou menos tags na frase. Por exemplo: #colocar #todas #as #palavras #em #hashtags só vai fazer com que seu conteúdo perca a qualidade e fique chato para quem lê. Dê relevância apenas para aquilo que qualifica e/ou identifica seu produto, bem como o serviço que quer ser prestado e como quer ser encontrado.

Para os blogs, como é o nosso caso, é semelhante às categorias que colocamos nos posts, para ajudar o usuário que busca um conteúdo dentro da página. Esse texto, por exemplo, seria marcado com as tags #facebook #ficaadica #hashtags.

Portanto, aproveite a novidade que é grande e deve ser usada para ser encontrada nos buscadores, mas seja pertinente e não abuse no que pode te fazer perdendo fãs.

#ficaadica

Fan Page educativa mostra que Rede Social é muito mais que entretenimento

Gina Indelicada, Chapolin Sincero, Hebe Design e Coruja Depressão. Esses são alguns dos personagens que, com fan pages engraçadas no Facebook, tornaram-se verdadeiros fenômenos na maior rede social do mundo. No entanto, não apenas de humoristas vivem as fan pages em busca de “curtidas” na rede. Muitas delas se transformaram em canais oficiais de empresas ou mesmo disponibilizam conteúdos de serviços importantes para o dia a dia.

É o caso da Língua Afiada, uma fan page criada com o objetivo de oferecer dicas da Língua Portuguesa a quem se interessar. Quem “curte” a página ganha o direito de responder pequenos testes de Português todos os dias, ou simplesmente, ficar conhecendo novas dicas e macetes da Língua Pátria. Com pouco mais de duas semanas no ar, a Língua Afiada já está próxima de 300 Likes e tem caído no gosto não apenas de estudantes e concurseiros como também de pessoas dispostas a melhorar sua escrita ou se reciclar frente às novas regras da ortografia. Tudo de um jeito lúdico e descontraído.

Para o jornalista Téo Scalioni, um dos idealizadores da Língua Afiada, o facebook pode sim divulgar conteúdos com qualidade e que sejam úteis no cotidiano das pessoas. “Trata-se de uma ferramenta com um alcance muito grande e precisa ser aproveitada também para melhorar e enriquecer o conhecimento ”, afirma ele, que não recrimina de forma alguma as páginas de humor, consideradas pelo própria rede social como páginas de futilidades. “Há muita gente no Facebook. Por isso tem espaço para todo mundo. Às vezes as páginas consideradas fúteis são úteis para melhorar o dia e o humor das pessoas”, considera.

O jornalista conta que teve a ideia após participar de um curso de português e observar a quantidade de “pegadinhas” da nossa língua. “Percebi que poderia repassar questões que geram dúvidas a mais pessoas por meio do Facebook. Nosso diferencial em relação a outras fan pages é que não damos apenas as dicas. Também postamos os exercícios, instigando as pessoas a responder e a testar seu conhecimento”. Ele elabora o conteúdo diário da Língua Afiada pesquisanso em gramáticas convencionais, dicionários e na própria internet.

Sobre suas expectativas, o idealizador da fan Page acentua que a meta do Língua Afiada é terminar o ano com mais de mil likes. Para isso, pretende organizar, em dezembro, um “Quiz” de português com direito a prêmios como mini-dicionários e CDs que serão entregues aos vencedores do teste. “Também em breve vamos investir em anúncios do próprio facebook”, garante.

Foto: Matéria da Língua Afiada, publicada essa semana no jornal Estado de Minas.