Nova classe média prefere web à TV. E daí?

Segundo dados do Ibope divulgados nesse mês, a classe “C” brasileira representa 104 milhões de pessoas, mais de 50% da população e movimenta cerca de 1 trilhão de reais, mais do que o PIB de Portugal, Uruguai, Paraguai e Argentina juntos.

Veja outros números divulgados pelo IBOPE Nielsen Online, em relação ao consumo dos brasileiros na internet:

  • 77,8 milhões de brasileiros têm acesso à Internet;
  • 45,4 milhões acessam todos os meses, em casa ou no trabalho;
  • 39,2 milhões de brasileiros utilizam sites sociais ou de comunicação online;
  • Cada brasileiro visita em média 3.134 páginas por mês;
  • Cada brasileiro usa Internet (incluindo aplicativos) em média 69 horas por mês (mais de duas horas por dia);
  • 7 dessas horas são em sites sociais e de comunicação online; e
  • 1 em cada 4 sites sociais e de comunicação online menciona produtos ou marcas.

Data Popular também fez um estudo em relação à banda larga e à classe “C” do país e as conclusões foram as seguintes:

  • Mais de 50% dos domicílios com acesso à banda larga são da Classe “C” ou classe média;
  • A classe “C” brasileira, ou classe média, já representa 104 milhões de pessoas, mais de 50% da população, movimentando cerca de 1 trilhão de reais;
  • A maioria desses são jovens, brancos, na região sudeste, poupam mais, empreendem mais, acreditam que a Internet representa ascensão social;
  • 70% desses jovens da Classe “C” têm mais estudo que os pais (na Classe “A”, apenas 10%); e
  • Eles consideram a Internet sua fonte primária de informações (não mais a TV ou rádio).

Mas e aí? Os dados representam o contexto e o novo cenário de consumo. Eles deveriam, entretanto, ser pano de fundo das ações de marketing planejadas inclusive, nas redes sociais. A democratização do acesso à informação mostra que o 3º país que mais usa redes sociais (o Brasil) está interessado no que consome na rede. A principal conclusão da popularização virtual mostra que não dá para fazer mais do mesmo. O usuário está mais atento do que as empresas e agências pensam. Qualificar não é reiventar a roda, mas é fazer parte da rotina de acesso desses internautas.

Destaco, mais uma vez, que as redes sociais não são espaços tecnológicos, mas espaços de relacionamento. Defendo as ações que mesclam online e offline como as mais eficazes. O usuário quer produzir na rede para ser destaque no seu ambiente de relacionamento físico. Portanto, use esses dados a seu favor, mas não considere o usuário como números simplesmente, nem como estatísticas. Eles são muito mais que “a massa” e os relacionamentos vão muito além do acesso à banda larga.