Você sabe o que é Psicologia do Consumo?

Se você também não tem uma resposta, mas várias outras perguntas a partir desta, você está no caminho certo. Dentre os serviços que a minha empresa oferece, um deles é esse que parece uma varinha mágica do Marketing. Entretanto, já gantimos para o cliente que essa não é uma entrega, mas uma pesquisa imensa da qual a gente nunca irá terminar (se alguém disser pra você que acabou, não acredite). A Psicologia é como a “Internet das coisas”, parte de um processo, que vale muito mais do qualquer produto final.

Mas é claro que para oferecer esse ‘olhar treinado para observar o meio e não o fim’,  a gente segue alguns pressupostos básicos. Como é nossa premissa compartilhar conhecimento, aqui vão alguns pilares com os quais a gente aposta neste trabalho.

  1. Esqueça as pesquisas online. O questionário sobre intenção de compra quando você não pode ver o consumidor é furada! Pense que na internet o usuário pode ter acabado de fazer uma compra não bem sucedida e chega essa pesquisa pra ele responder. Imagina a resposta? A internet também é um mix de sentimentos e identidades criadas e muitas vezes a resposta pode ser distorcida com a emoção que atravessa a conversa do bate papo sobre a festa de sábado a noite, por exemplo. Pense também naquele sujeito que deseja ter a vida dos amigos, que viajam e tem fotos mais divertidas que a dele no Facebook. São muitas variáveis (e abas abertas) que dispersam a real intenção de compra. Portanto, não confie cegamente. A gente trabalha com algumas pesquisas rápidas sobre o uso da internet em geral, mas jamais para qualificar o ‘desejo de consumir’. Para isso, usamos pesquisas físicas como o Card Sorting e outras que levam a experiência online para o offline. 
  1. Tendências? Fique com as experiências. Não generalize nem subestime seu público pelo efeito da manada. É fato que o poder viralizador da internet contamina sim, e muito, em um tempo jamais imaginável. Entretanto, não é todos os dias que as mesmas notícias impactam as mesmas pessoas. Cada público formado tem um comportamento diferente. Observe, converse e veja a reação. São esses feedbacks de expressão de emoções é que constroem a sua pauta. Opte pelo que está na moda naquele grupo, não invente a sua. 
  1. Expressar opinião? Pode sim! São pessoas. Não é o sonho de qualquer empresa ver sua marca humanizada e no papel de best friend do consumidor? Então, se posicionar (obviamente que de forma estratégica) faz toda a diferença. Não estou dizendo para sair defendendo seu time do coração, seu partido político ou religião; mas tente (de forma sensata) não estabelecer somente uma relação empresa – consumidor. Falar sobre o sentimento de uma determinada época do ano, por exemplo, não é uma má ideia. Não esqueça que a ideia não é contrariar o seu público, mas fomentar discussões e principalmente, desfile de opiniões. É aí que se conhece com quem está falando.

Além do meu conhecimento acadêmico que adquiri na faculdade de Psicologia, nosso ‘buscador de respostas’ é a experiência. É o dia a dia conhecendo o cliente e seus consumidores e observando passo a passo da história que é construída ali naqueles canais que administramos.

A febre do Selfie – Jornal Estado de Minas

No último domingo (30/11) dei uma entrevista para o Jornal Estado de Minas para falar sobre o fenômeno do Selfie em redes sociais. A matéria mesclou a experiência em Marketing Digital e o conteúdo da minha monografia em Psicologia (recém aprovada) sobre o Compartilhamento na Internet como construção de identidade do sujeito.

Veja a seguir a matéria completa. 

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O mundo online de Alice #sqn

Quem nunca teve a sensação de que sua vida está ó… uma bosta, quando abre o Facebook, que atire a primeira pedra. Pesquisas apontam que o Facebook tem causado depressão a crianças e jovens, por não se acharem ‘a altura’ dos amigos que conquistam mais visibilidade na rede.

No mundo das celebridades, que é o que as Redes Sociais proporcionam aos seus adeptos, não há tristeza, frustração nem perdas. Todos são felizes, comem as melhores comidas, frequentam os melhores lugares, fazem as melhores viagens e amam imensamente uns aos outros.

Esse vídeo produzido pela HigtonBros consegue ser impactante por mostrar qual o real problema da comparação entre essa vida editada das redes sociais e a que tocamos na vida real.

Alguém já se imaginou sair com a galera e não tirar uma foto para publicar?

Vale a reflexão para conhecermos quem somos e a luta diária com quem gostaríamos de ser.

Mitos modernos e Redes Sociais

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Durante toda a minha trajetória acadêmica, me dediquei a estudar o fenômeno dos ídolos que se tornam mitos eternos nos discursos midiáticos depois que eles morrem. Sim, somente depois me debrucei sobre Redes Sociais para fins profissionais e por acreditar no potencial dessas mídias. Entretanto, estudar celebridades (que também tem tudo a ver com os 15 minutos de fama que buscamos pelo Facebook hoje), foi meu objeto de leituras por um bom tempo, e ainda continua a ser na Psicologia. Afinal, não há como falar sobre o comportamento do consumidor se não levar em conta a sociedade do espetáculo e a promessa de exibicionismo que as marcas tentam promover aos fãs.

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É oficial: tuítes com fotos e vídeos têm mesmo maior taxa de RTs

Quem trabalha com mídias sociais já havia reparado que tuitadas acompanhadas de foto geram muito mais engajamento do que um simples texto. Tanto é que muitas publicações deixaram de atualizar seus perfis do Twitter por meios automatizados, que tradicionalmente publicam apenas texto e link, para efetivamente postar e monitorar as suas redes, incluindo fotos, vídeos, aspas e até opiniões nas tuitadas.

E o que era apenas um feeling de quem trabalha na área agora foi comprovado oficialmente. Douglas Mason, cientista de dados do Twitter, analisou tuítes de diversos usuários verificados nos EUA, dos setores de música, notícia, esportes, TV e governo, e encontrou uma relação direta entre postagens com conteúdos multimídia, links, hashtags e informações diretas – como citações ou estatísticas – e um maior número de retuitadas.

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Índice de Novos Valores: acompanhe, em tempo real, sentimentos dos usuários nas redes sociais

Sempre gostei muito da forma como a VALE criava suas ações e mostrava suas ideias em seus comerciais e ações de marketing. Na semana passada, gostei mais ainda da aproximação da VALE em apresentar um novo site que a empresa criou.

INV – Índice de Novos Valores – é uma ferramenta de monitoramento online que acompanha, em tempo real, quais são os principais desejos e preocupações da sociedade em diferentes países.

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Tratamento para viciados em internet começa a ser procurado no Brasil

celularEm 2013 chegamos ao ano previsto pelo “De volta para o futuro”, só que bem mais ousados. Notebooks, tablets, celulares, relógios e várias outras parafernalhas conectadas a uma rede mundial sem fronteiras. A receita para um povo desenvolvido que evoluiu e otimizou os desafios do tempo, certo? Não necessariamente.

A comunicação full time não previa tantos danos á saúde mental, já conhecidos por pessoas consideradas “viciadas”. Ansiedade, depressão, irritação e calafrios são sintomas comuns para qualificar esse grupo de risco. O vício na internet é a nova psicopatologia que ainda não constam nos livros (pelo menos por enquanto).

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Quanto tempo você passa no Facebook?

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A hipótese de uma patologia denominada “Compulsão pela Internet” ainda não foi descartada. Muito pelo contrário. A partir da grande oferta de tratamentos oferecida aos “dependentes virtuais” fica cada vez mais claro que está longe de ser um argumento de futurista chato.

Temos então que sair da internet? Claro que não. Esse é um caminho sem volta, na qual não conseguimos mais viver sem poder narrar nossas experiências em público. O que ainda é possível é cercar o tempo que despendemos com o acesso, principalmente ao Facebook.

Não necessariamente com esse objetivo, mas atendendo indiretamente essa ‘prestação de serviço’, a ferramenta “How Much Time Have You Wasted” calcula quando tempo você gasta na rede.

A Facebook Time Machine é uma espécie de calculadora, que vai analisando o número de postagens feitas na rede social e somando o tempo gasto a cada dia. No final, emite uma espécie de relatório, com quantos dias, horas e minutos que o usuário já “gastou”. Além disso, mostra também o total de publicações feitas por ele desde que criou o perfil.

Para fazer uma análise é só informar a quantidade média de minutos que você acredita que navega no Facebook por dia. Segundo a página, a média mundial fica em torno de 17 minutos. Depois, autorize a Time Machine (Máquina do Tempo) com os dados do seu Facebook e aguarde.

O processo pode demorar um pouco, especialmente para quem já possui uma conta na rede social há algum tempo. Resta apenas esperar e, provavelmente, também ter aquela surpresa com o resultado.

Para que isso? Uma alerta nunca é demais, ainda mais para quem não tem a menor noção do tempo que gasta na rede.

 

 

Arte, tecnologia e sociedade: arte sobre os novos tempos

A ideia veio do site Ideia Fixa, mas nunca é demais compartilhar a arte.

Olha que demais esses pôsteres que refletem “o sufoco” e a transformação social trazida pelo Facebook e pelas outras redes sociais em nosso cotidiano!

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Pawel Kuczynski nasceu em 1976 em Szczecin, na Polônia. E para quem acha que arte tem que estar munida de significado, ele é um prato cheio.

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Da prisão domiciliar do Facebook, passando pelas guerras, comunismo e alcoolismo. Kuczynski sintetiza em suas ilustrações várias ideias e críticas a socidade e aos novos tempos.

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Kuczynski já ganhou mais de 102 prêmios dedicados à ilustração.