Salário e ausência de plano de carreira são as principais queixas dos profissionais de comunicação de Minas Gerais

Apesar disso, a maioria acredita que o mercado pode oferecer melhores condições para a carreira a longo prazo

Há 15 dias, o Publiminas lançou uma pesquisa para saber o quanto as agências e empresas de Comunicação de Minas Gerais preocupam-se com a “saúde criativa” de seus profissionais. Foram 7 dias de apuração e 123 respostas obtidas. O resultado da pesquisa você confere a seguir.

Dentre os entrevistados, 74% trabalham em agências de Publicidade e a maioria dos respondentes atuam com designers/diretores de arte, atendimento ao cliente, mídias sociais e redatores.

Um dos fatores que chamou a atenção foi o fato das contratações serem feitas, em 50% dos casos, pelos donos das empresas, contra 14% de um setor de RH.

Quando perguntados se executavam as tarefas para qual foram contratados, 47% diz executar mais do que previa. Entretanto, 42% disseram fazer o que esperavam e o que gostam. Já em relação ao salário, 85% diz que não recebe um salário justo pelas tarefas que executa e a maioria disse estar abaixo da cotação do mercado.

Pela amostra foi possível concluir ainda, que as empresas estão equipadas com a infraestrutura básica e estão na média (nota 3 numa escala de 1 a 5) em relação à importância que dão para os funcionários. Os trabalhadores, por sua vez, deram nota 4 para a importância que a empresa representa para sua carreira.

Os colegas de trabalho, o ambiente e a localização foram consideradas as questões mais favoráveis das empresas. Enquanto isso, a falta de plano de carreira e a falta de benefícios foram os mais criticados.

Mais de 60% disse que tem vontade de sair da empresa em quem trabalha em decorrência do baixo salário.

As horas extras foram citadas como benefício para folgas compensativas, em contrapartida foram criticadas por impossibilitarem a realização de tarefas pessoais.

Apesar da queixa em relação ao salário, 68% das pessoas admitiram que ainda há esperança no mercado mineiro. Muitos acreditam que a publicidade está ganhando espaço e os criativos devem reunir-se e assumir lideranças para mudar a realidade salarial, bem como a regulamentação de algumas carreiras.

A expressão “Mercado prostituído” foi citada algumas vezes, graças a profissionais que aceitam trabalhar com baixo salário. O caminho, para muitos, é fazer com que os donos das empresas valorizem mais a qualidade do serviço prestado do que o “dinheiro no bolso”. A falta de união entre os profissionais foi questionada várias vezes.

Algumas pessoas do interior do estado reclamaram da falta de visão dos empresários em contratar profissionais sérios e capacitados. Algumas pessoas disseram que pretendem sair do estado para alçar voos maiores.

Clique aqui para ver a pesquisa completa.

Na minha próxima coluna traremos os comentários de um Psicólogo do Trabalho sobre as possíveis ‘soluções’ para o mercado e a saúde criativa dos funcionários. Não percam!

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