29% dos adultos se arrependem de posts nas redes sociais

E cuidado para não se arrepender! As Redes Sociais tem sido uma válvula de escape e um muro de lamentações para quem deseja mandar recados indiretos para o chefe ou para o ex namorado. Tem ainda aqueles perfis que fazem do Facebook o divã diário, com postagens como “Hoje acordei assim, fui correr, tive uma decepção, briguei com fulano etc”. O que muitas pessoas não lembram é que o seu mural nada mais é do que a sua vitrine na Internet, onde o comprador pode ser o recrutador do seu próximo emprego ou quem sabe, o futuro pretendente.

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O que o seu cérebro guarda? Emoções! E o do seu cliente também.

Ando lendo muito sobre comportamento de consumo, o que faz as pessoas lembrarem de um comercial e não de outro etc. Ser um diferencial no competitivo mercado bombardeado de informações tem sido o desejo de todas as empresas e agências de publicidade.

O capitalismo e o “desejo de ser igual ao jogador de futebol” é a defesa de campanha mais usada (e mais batida, em minha opinião). Além de gastar rios de dinheiro por segundos de uma estrela da seleção, não é necessariamente o que funciona mais. Experimente fazer o teste com seus familiares. Pergunte a eles se lembram o nome do barbeador, da marca de cuecas ou a operadora de celular que passou no intervalo da novela. Exceto pela memória de curto prazo que favorece um vídeo que tenha acabado de assistir, dificilmente vão lembrar do Neymar, tão pouco vão decidir qual produto levar nos corredores do supermercado por conta dele.

É claro que qualquer comunicação impacta de forma diferente em cada um, pois somos diferentes e temos repertórios de vida distintos. Uma frase, uma imagem, uma entonação ou uma música tem significados diferentes para cada pessoa. Por isso atingir a “massa” é uma tarefa difícil. Impactá-la então, é quase impossível.

As redes sociais agem um pouco nessa proposta de “personalizar” a publicidade por meio de campanhas específicas, que cheguem ao usuário por nichos e/ou grupos de interesse. O marketing de busca tenta ‘sugerir’ um produto a partir do que você escreve e por mais que haja controvérsias de privacidade, funciona sim. Entretanto, não há braço nem campanha suficiente que atinja um a um quanto a comunicação de massa.

Portanto, chegou a hora de pensar dentro da caixa, porque pensar fora dela também já é clichê. É preciso pensar no que impacta e emocionar seu cliente. É preciso entrar no cotidiano das pessoas com objetivo de transformar realidades. A Apple já está pensando assim, quando lança um produto de tecnologia com imagens humanas com repertórios comuns ao dia a dia com uma trilha sonora dramática.

Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar. Emocione. Não tente construir sonhos ou prometer ao garoto que ele será o Neymar se for cliente daquela operadora. Mostre a ele como pode ser um vencedor dentro da realidade dele e não no estádio do Maracanã.

“Saber que é possível” é o que o cliente quer e faz de um comercial um case de conversão de vendas. Torne comum o famoso “sonho de consumo” e pense que ser simples não é uma tarefa tão difícil.