O que a internet tem feito com o nosso cérebro?

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Se você é desses que já acordou no meio da noite para mexer no celular, verificar sua caixa de e-mail, olhar as notificações das redes sociais, voltou a dormir, acordou, checou mais uma vez o smartphone, se arrumou para trabalhar, reativou o 3G no caminho para o trabalho, fez check in e sentou-se na cadeira para trabalhar em frente ao computador, sem dúvida já deve ter se perguntado isso.

Não se lembrar das coisas que fez ontem, do número de telefone, de datas ou qualquer que seja o assunto (porque o Google sempre está lá para responder) são características típicas de quem passa horas a fio conectado ao mundo virtual. Mas qual é o comprometimento neurológico que a tecnologia pode trazer para o nosso cérebro? A instantaneidade da informação compromete a memória de curto prazo, que dispensa o armazenamento de uma novidade em menos de um segundo.

Epipheo Studios fez uma entrevista com o escritor Nicholas Carr sobre esse assunto e criou uma animação divertida e esclarecedora chamada: What the Internet is Doing to Our Brains.

Segundo Carr, nós nos tornamos dependentes digitais, que precisam ficar checando os canais de relacionamento (inclusive e-mails) o tempo inteiro. O vídeo mostra uma espécie de evolução de instintos pré-históricos. Isso pode ser prejudicial por várias razões, mas uma delas está ligada diretamente à nossa capacidade de aprendizado, denominada consolidação da memória.

Na rotina diária significa aquele momento em que você está fazendo alguma coisa, seu telefone toca e depois você não faz a menor ideia do que estava fazendo antes. O barulho “chiclete” dos aplicativos como Facebook e Whatsapp tem a função de desviar a nossa atenção para checar a mensagem que chega (como no vídeo abaixo).
Não é meu propósito entrar no mérito polêmico para saber se a era analógica é melhor ou pior do que a digital. Ambas tem suas vantagens e desvantagens, inclusive no que diz respeito a comprometimentos físicos e psicológicos. Entretanto, como em qualquer época, é preciso ter cuidado com os comprometimentos que os “vícios” nos trazem.

A minha provocação a partir da animação não é apenas para convidar a todos a pensar o quão primitivo é o hábito da internet a partir da ativação de instintos inatos e outros criados pela publicidade digital, mas para observar e cuidar da preciosa saúde mental, que é quem também nos permite continuar ativos e responder a tantos estímulos.

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