Monitoramento do consumidor: a publicidade que se beneficia do nosso comportamento

Fui convidada para participar nesta segunda (6/5) do Programa Caleidoscópio na TV Horizonte, para falar sobre um tema polêmico entre os usuários das redes sociais, em especial o Facebook. O assunto foi o monitoramento do consumidor e uso abusivo de empresas em “ler” o que a gente posta e instantaneamente oferecer produtos.

O briefing previa um debate sobre o que é considerado uma prática publicitária ética na internet e o que poderia ser considerado abusivo ao usuário. Na roda de conversa estava eu, um advogado e a dona de uma empresa (que também vende pela internet) em Belo Horizonte, além da plateia que trazia depoimentos sobre experiências vividas nas redes.

A premissa básica da conversa foi iniciada por um acordo que nós, usuários, assinamos com o veículo de comunicação. Quando aceitamos participar da rede, compactuamos com a política de privacidade, que permite exibir aos robôs de busca, o conteúdo que postamos para relacioná-lo à publicidade que é vendida para as empresas. Até aí tudo bem. O limite é ultrapassado quando escrevo do meu time da minha timeline e uma empresa beneficia-se dessas palavras para me atrair a um conteúdo relacionado à cerveja, por exemplo. Resultado: click e usuário frustrado.

Em contrapartida, um tópico levantado que selecionei para abordar aqui, foi o do nosso comportamento na rede e como contribuímos para o monitoramento das empresas. Sabemos que ouvir o que o usuário fala é hoje questão de sobrevivência para qualquer empresa, principalmente porque serviços como Procon estão sendo cada vez menos utilizados depois da possibilidade de “xingar muito no twitter” e resolver meu problema em menos de 24 horas. Portanto, apesar da publicidade abusiva na qual também compactuamos, não há como negar que oferecemos às empresas nossas informações e pedimos para ser ouvidos imediatamente quando temos uma reclamação a fazer. Se a empresa me ouve, considero-a como um atendimento bem feito. Se não, ofereço ainda mais motivos para ser monitorado, uma vez que busco recursos como o Reclame Aqui e várias outras redes ao mesmo tempo.

Isso sem contar o quanto nos beneficiamos da opinião dos outros antes de comprar um serviço. Se isso não pudesse ser monitorado pelo “Deus Google”, como a filha do advogado que participou do programa definiu, jamais poderíamos nos beneficiar da experiência bem ou mau sucedida de outros usuários antes de submeter a uma compra.

Portanto, com o advento do “promover post” e brigar por um espacinho na disputada timeline de nossos fãs, tem valido tudo, inclusive comprar palavras de futebol para vender cerveja. Cabe ao profissional que monitora e planeja estratégias observar o comportamento de seu público alvo e oferecer conteúdo de qualidade, compatível com o desejo de quem compra. Os recursos são muitos e monitorar o consumidor não é uma prática ilegal, desde que seja coerente e favoreça de forma positiva quem assume “Curtir” o que sua empresa tem a oferecer.

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