Candidatos usam games e interatividade com cidadãos para campanha eleitoral nas redes sociais

Candidatos usam games e interatividade com cidadãos para campanha eleitoral nas redes sociaisFoi dada a largada. As eleições municipais começaram em todo país e esse ano os candidatos vieram com tudo para investir em campanhas criativas nas redes sociais para atrair a atenção dos eleitores. O destaque vai para os candidatos de São Paulo, que estão apostando tudo nos novos canais de comunicação que extrapolam o horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio.

O site do José Serra aposta na linguagem “high-tech” como antídoto para críticas dos adversários. A página é adaptada para tablets e tem jogos disponibilizados para smartphones. A grande atração, que já virou umamania de Serra em suas andanças pela cidade, é o Instagram. O site possibilita, ainda, que o internauta faça downloads de avatares, ringtones e músicas, como o jingle do tucano – uma paródia do hit sertanejo “Eu quero tchú, eu quero tchá”. Outra atração do site de Serra é o Jogo do Tucaninho, aplicativo em que o usuário conduz um tucano “em adorável passeio pelos céus de São Paulo” e tem de desviar de obstáculos e alimentá-lo durante o percurso.

O petista Fernando Haddad também lançou seu site logo no primeiro dia oficial de campanha. A página tem forte apelo na interatividade, apostando em imagens e vídeos. Também há as seções “Fala.SP”, com depoimentos de cidadãos sobre problemas da cidade, e o “Blog H”, assinado pela equipe de comunicação da campanha.

O candidato Russomanno confia em sua facilidade no contato com o público para continuar subindo nas pesquisas e também aposta no contato direto e imediato pela internet. Seu site pessoal foi reformulado e se transformou na página oficial da campanha. Ele  também aposta no Twitter pelo qual iniciou uma convocação junto aos eleitores para que postassem mensagens de apoio à candidatura utilizando a hashtag #russomannoeh10.

O candidato do PMDB, Gabriel Chalita, se coloca em contato com praticamente todas as mídias sociais (Twitter, Facebook, YouTube, Flickr e Pinterest). Na página do peemedebista, o internauta tem um canal exclusivo para que fale sobre os problemas de seu bairro.

A candidata do PPS, Soninha Francine, que foi coordenadora da campanha digital de José Serra à Presidência da República em 2010 e é usuária ativa das redes sociais, concentra as informações sobre sua segunda campanha à Prefeitura em seu site.  A página tem vídeos com a candidata e convida os eleitores a fazer parte de um cadastro de e-mails para participar da mobilização. Há a seção “Pergunta que eu respondo!”, em que Soninha fica um contato direto com a população, assim como faz por meio de seu perfil no Twitter.

Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, candidato do PDT, fez de seu site de campanha o principal instrumento de comunicação com os eleitores. Na página são publicados vídeos, galerias de fotos e notícias sobre o candidato e o usuário ainda pode fazer dowloads do jingle da campanha e de banners de Paulinho para publicar em suas páginas e divulgar aos amigos.

O candidato do PSOL, Carlos Gianazzi, com um tempo muito curto na TV, aposta basicamente na internet e nas redes sociais para alavancar sua campanha. No site oficial há vídeos e notícias sobre o deputado estadual, além de seu jingle e da agenda política. Gianazzi está presente no Twitter, no Facebook, no Google+ e no YouTube.

A inserção nas mídias digitais não é exclusividade dos candidatos à prefeitura de São Paulo. Até mesmo os vereadores tem extrapolado o tempo que tem nas mídias tradicionais para mobilizar os eleitores, estratégia que vem sendo utilizada desde 2010. Vale ressaltar que as pesquisas e o monitoramento dessas redes pelas equipes das campanhas são fundamentais para medir aceitação ou rejeição do candidato. A avaliação do retorno do público é essencial para traçar os próximos passos das campanhas e planejar novas estratégias.

Outra questão importante a ser levada em conta no período eleitoral são os debates que até então eram decisivos na televisão. Agora eles são comentados em tempo real e a opinião pública exposta nas mídias digitais é que pautam a tendência para o vencedor.Se candidatos de outras cidades ainda não pensaram nisso, tomara que se espelhem nos candidatos de São Paulo e que as equipes fiquem de olho no monitoramento dessas campanhas.

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