Analistas de conteúdo web X heavy users de internet

 

 

 

 

A batalha é velha e a luta nunca foi vencida. Depois de questionarem a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, o que não falta são palpiteiros “dando o furo” pra tudo que é lado. Porém, ainda não está claro que há uma enorme diferença entre escrever bem e dominar o assunto a passar a informação jornalística, num caráter legível e de identificação do público. Com a internet isso é ainda mais sério.

Pessoas que passam horas a fio conectadas em blogs, sites de notícia e redes sociais se acham produtoras (e detentoras) do conteúdo e saem produzindo qualquer coisa. Nós, profissionais da internet, sofremos com isso. “Ah, eu também sei escrever pra internet. Passo o dia tuitando e postando no Facebook”. É obvio que ser assíduo nas mídias digitais é UMA das características desse profissional, mas não são todas. Há tanta gente passando a informação de maneira errada, que chega a ser lamentável a imagem e a credibilidade da empresa que essas pessoas (tentam) representar.

Obviamente que os escritores e colunistas de determinadas áreas tem toda a credibilidade de assinar um artigo ou blog sobre um assunto como economia, meio ambiente, literatura etc. Mas impedir os profissionais da comunicação de passar da melhor forma possível a notícia são outros 500.

Entendo a vontade e o desejo irresistível de trabalhar numa área que aparentemente parece ser só diversão. Mas isso é trabalho, meu povo. Não é simplesmente sair sendo “legalzinho” por aí, sem conhecer estratégias e as melhores formas de comunicação. Para quem ama de paixão a área e quer ser um analista de conteúdo web eu só tenho um conselho: estudem!

Isso não é brincadeira e você não é um comunicador. 

Como medir o retorno do trabalho do analista de mídias sociais?

Continuando o especial “Analistas de Mídias Sociais”, o tema dessa semana é sobre o famoso ROI (return of investiment) nas redes sociais, que é vendido pelos especialistas e agências na hora de vender para os clientes. Medir é preciso não apenas para quantificar os dados e ações, mas para principalmente, pautar planejamentos futuros a partir do feedbak dos usuários.

Não há como medir o sucesso ou insucesso de uma empresa sem monitorar. Cada rede social tem sua peculiaridade, cada marca ou produto tem seu objetivo de comunicação. Deve-se pensar em quais redes devem ser utilizadas a partir de onde o seu público alvo está. Por isso pensar para quem e para que comunicar é o primeiro passo que pode ser determinante nos relatórios finais de cada ação.

Os objetivos dos planejamentos já devem prever a possibilidade de retorno e principalmente, os riscos. Depois de escolhidas as mídias para qual se vai atuar, chega a hora de “medir” os resultados.

O primeiro passo é monitorar as conversas. Existem vários softwares no mercado e agências especializadas que podem executar esse trabalho. Muitas ferramentas gratuitas estão à disposição dos analistas de mídias sociais. O Tweet Opinião, por exemplo, cria enquetes para o Twitter, que podem ser respondidas através de múltiplas escolhas e podem ter data de expiração. O Tweeli funciona como um chat dentro do Twitter e pode ajudar as empresas a criar um relacionamento mais estreito com os consumidores. Já outros serviços como o Trendistics, busca pela palavra e cria um gráfico em tempo real, mostrando quantos tuítes mencionaram o termo nas últimas horas. E o Hashtags segue o mesmo esquema, porém o filtro se baseia apenas em hashtags.

Outros serviços gratuitos, o Tweet Beep e o Twilert, enviam emails de alerta cada vez que uma certa palavra ou termo, escolhido pelo usuário, é postado no microblog. Além desses, ainda tem o Twitrratr, que busca menções de um certo perfil e as classifica em menção positiva, neutra ou negativa, e o Tweet Stats, que também cria gráficos mediante as suas estatísticas de mensagens enviadas, recebidas, menções e retuítes. Para o Twitter ainda exite o Klout,Peer IndexTwitalyzerTwitaholicTweet Rank entre outros.

Também existem serviços gratuitos que analisam termos, palavras e menções em toda a internet, ou seja, podem ajudar a descobrir mais informações dentro do Facebook também, já que a rede social não conta com bons serviços gratuitos. São eles: TopsyGoogle TrendsCompete e Blog Pulse. Entre os serviços pagos e, o mais importante, brasileiros, que vão entregar relatórios em português, existem o Social Media MonitorPostXScupSharing for SocialLive BuzzSeeker e SismoWeb e E.life.

Para complementar, o  e-book  “Para entender o monitoramento em mídias sociais” eúne 27 artigos inéditos de profissionais e pesquisadores da área, entre analistas, coordenadores e diretores de agências e departamentos de mídias sociais, desenvolvedores de ferramentas e softwares, professores, pesquisadores acadêmicos e gerentes de marketing e comunicação de grandes empresas.

Fica a dica: O mais importante do monitoramento é saber aproveitar os dados levantados e transformá-los em inteligência competitiva.