O que nos espera em 2012 nas redes sociais?

Não é possível traçar um marco na tecnologia para dividir o tempo em que as evoluções acontecem. Um ano é muito tempo para tentar prever isso. Na prática é possível dizer que já estamos vivendo a evolução, pois assistimos todos os dias ela acontecer e se transformar de maneira inimaginável.

Entretanto, alguns fatores já nos fazem estar certos de que a mudança já é um acontecimento, que tende a crescer cada vez mais. Vamos usar aqui o marco de 2012, para observar de forma palpável, as mudanças que nos aconteceram entre a o final de 2010 e o de 2011.

São tendências já pré estabelecidas para o ano que vem:

– Social Commerce. Nós, como consumidores, desejamos saber o que nossos amigos pensam sobre restaurantes, hotéis, políticos etc.  “Quem puder se conectar a esses pontos alcançará a grandeza em 2012 e além”, define Erik Qualman, autor dos  best sellers Digital Leader e Socialnomics .

– Tablets. Mais finos e leves

No próximo ano você pode esperar que os tablets se tornem ainda mais finos e leves do que são hoje. Na verdade a mudança já começou: entre os modelos com telas de 10 polegadas um peso entre 550 e 590 gramas está se tornando o novo padrão (contra 680 a 725 gramas neste ano) e 7,6 a 10 milímetros é a tendência na espessura (contra 1,27 cm neste ano). Isso significa que as suas ideias estarão cada vez mais acessíveis para serem replicadas.

– Mobile. Tudo móvel, ao mesmo tempo, agora.

Não tem como fugir: se o assunto de 2010 foi o avassalador avanço dos sites de redes sociais, 2011 foi o ano para pular essa etapa e discutir tecnologias ligadas a smartphones e tablets. Se por um lado vemos muito poder, por outro vemos barateamento. No Brasil bons smartphones e tablets já podem ser encontrados por menos de mil Reais.

– Onipresença

A comunicação estará cada vez mais geolocalizada em qualquer lugar, a qualquer momento. Prepare-se para muito mais fotos no Facebook e no Twitter, para muito mais gente no Foursquare e a necessidade de negócios (empresas) caírem de cabeça nesse serviço. Na fila da padaria, na sala de espera do dentista e durante as compras, todo momento vai ser um bom momento para xingar muito no Twitter. Especialmente com esses planos de internet com preço baixo.

– Eleições

Para muitos municípios, elas estão quase aí e a guerra na internet promete ser árdua! Prepare-se para conteúdo em massa, vídeos de denúncia, propaganda e compartilhamento de opiniões. Os usuários podem cada vez mais, decidir as eleições pela web, antes do dia da votação.

A conclusão que se pode tirar dessas previsões é de que velocidade e a colaboração serão as palavras chave do comércio e da publicidade. A tendência do usuário é colaborar cada vez mais, através dos seus aparatos tecnológicos que os cercam pelo quase irresistível consumo. Vende mais quem souber vender bem.

E se o mundo acabar, sem dúvida estaremos online acessando um aplicativo para exibir em tempo real, em 3D, o compartilhamento entre as pessoas. Tomara que a gente alcance somente a tecnologia. =)

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Nem de trenó nem de para quedas. Em 2011, o papai Noel chegou pelas redes sociais

A criatividade está solta nesse Natal. Com o crescimento do e-commerce e a confiança dos internautas em comprar pela internet, ganha mais que conseguir oferecer o melhor serviço para os usuários das redes sociais. Mais do que oferecer descontos ou brindes, muitas campanhas sugerem o tipo de presente e até criam a lista que você faria para o papai Noel, a partir de seus posts publicados durante o ano.

Abaixo, algumas campanhas criativas que  já estão envolvendo os internautas pela interatividade com as suas marcas neste Natal:

Você foi um bom menino em 2011? Para saber se você merece seu presente, a agência Atmosphere Proximity criou o Santa Clout, um Papai Noel via web que, ao conectar sua conta de facebook, calcula se você foi ou não uma criança que fez coisas boas.

O UNICEF no Brasil lançou neste ano, a campanha Natal dos Amigos. A ação, exclusivamente voltada para a Internet, disponibiliza cartões de natal, que podem ser personalizados pelos internautas com fotos e mensagens e compartilhado nas redes sociais e via e-mail. Quem participar da campanha, criada pela agência Pepper concorrerá a prêmios eletrônicos da Sony, selecionados especialmente pelo Submarino. A ação é feita em parceria com a Pepper Interativa, Submarino, Sony e Espaço/Z, oferecerá cartões de natal personalizados para internautas. 

A Bradesco Seguros aposta em inovação e tecnologia para promover a 16ª edição da Árvore de Natal, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Considerada a maior árvore flutuante do mundo, o projeto este ano traz como tema “Um Presente para a Família Brasileira”, remetendo às celebrações entre familiares.

Neste Natal, a empresa investiu em uma maior interação com o público na internet, que vai além do hotsite oficial. A partir de agora, a Árvore está presente também em cinco redes sociais, Youtube, Twitter, Facebook, Orkut e Foursquare, com conteúdo diferenciado para cada uma delas produzido pela agência Vogg Branded Content.

A fabricante de alimentos Arcor criou um aplicativo de cartões de Natal para o Facebook, que permite o envio de mensagens animadas com neve entre os usuários da rede social. Além disso, fez o tradicional concurso cultural de fim de ano, com o sorteio de cestas de Natal, mas dessa vez aberto para a participação dos seus seguidores do Twitter e fãs do Facebook.

Já a HP lançou a edição 2.0 do papai noel digital, dessa vez com uma página exclusiva no Facebook para receber pedidos de Natal dos clientes que são sorteados em programas diários transmitidos pela internet de segunda a sexta-feira, das 17h30 às 19 horas. Chamado de E-noel, o bom velhinho na verdade aparece na rede como um descolado e bem humorado jovem.

Por trás de grandes campanhas está o reconhecimento do público e o retorno pela satisfação do serviço “extra” oferecido pelas empresas criativas, que desenvolvem aplicativos ou simplesmente ajudam nas compras de natal. Já faz tempo que promoção por preço baixo deixou de existir por si só. Faz bem quem se apropria da carimbada imagem do bom velinho para conquistar “adeptos”.

Nova classe média prefere web à TV. E daí?

Segundo dados do Ibope divulgados nesse mês, a classe “C” brasileira representa 104 milhões de pessoas, mais de 50% da população e movimenta cerca de 1 trilhão de reais, mais do que o PIB de Portugal, Uruguai, Paraguai e Argentina juntos.

Veja outros números divulgados pelo IBOPE Nielsen Online, em relação ao consumo dos brasileiros na internet:

  • 77,8 milhões de brasileiros têm acesso à Internet;
  • 45,4 milhões acessam todos os meses, em casa ou no trabalho;
  • 39,2 milhões de brasileiros utilizam sites sociais ou de comunicação online;
  • Cada brasileiro visita em média 3.134 páginas por mês;
  • Cada brasileiro usa Internet (incluindo aplicativos) em média 69 horas por mês (mais de duas horas por dia);
  • 7 dessas horas são em sites sociais e de comunicação online; e
  • 1 em cada 4 sites sociais e de comunicação online menciona produtos ou marcas.

Data Popular também fez um estudo em relação à banda larga e à classe “C” do país e as conclusões foram as seguintes:

  • Mais de 50% dos domicílios com acesso à banda larga são da Classe “C” ou classe média;
  • A classe “C” brasileira, ou classe média, já representa 104 milhões de pessoas, mais de 50% da população, movimentando cerca de 1 trilhão de reais;
  • A maioria desses são jovens, brancos, na região sudeste, poupam mais, empreendem mais, acreditam que a Internet representa ascensão social;
  • 70% desses jovens da Classe “C” têm mais estudo que os pais (na Classe “A”, apenas 10%); e
  • Eles consideram a Internet sua fonte primária de informações (não mais a TV ou rádio).

Mas e aí? Os dados representam o contexto e o novo cenário de consumo. Eles deveriam, entretanto, ser pano de fundo das ações de marketing planejadas inclusive, nas redes sociais. A democratização do acesso à informação mostra que o 3º país que mais usa redes sociais (o Brasil) está interessado no que consome na rede. A principal conclusão da popularização virtual mostra que não dá para fazer mais do mesmo. O usuário está mais atento do que as empresas e agências pensam. Qualificar não é reiventar a roda, mas é fazer parte da rotina de acesso desses internautas.

Destaco, mais uma vez, que as redes sociais não são espaços tecnológicos, mas espaços de relacionamento. Defendo as ações que mesclam online e offline como as mais eficazes. O usuário quer produzir na rede para ser destaque no seu ambiente de relacionamento físico. Portanto, use esses dados a seu favor, mas não considere o usuário como números simplesmente, nem como estatísticas. Eles são muito mais que “a massa” e os relacionamentos vão muito além do acesso à banda larga.