Você sabe o que é Texto 2.0?

Os alunos da Pontífica Universidade Católica do Rio Grande Sul resumem muito bem nessa matéria.

Veja:

Anúncios

Mais um canal de entrevistas para entender o mercado web

Para quem quer saber tudo sobre o mercado de internet e a opinição de especialistas sobre o assunto, basta acompanhar a minha nova coluna no blog TudiBão neste link.

Sempre às quartas-feiras, irei abordar algum assunto de web, desde design, Search Engine Marketing (SEO), redação para web, dentre outros. Essa é mais uma oportunidade para nós, navegantes nesse mercado, entendermos sobre esse universo.

Acompanhem!

Conteúdo de navegação também é informação

A partir da prática diária e pelas pesquisas que tenho feito em vários sites, tenho percebido que as pessoas não dão o devido valor aos textos informativos da navegação na web. Nas páginas de “Fale Conosco” é onde acontecem os principais erros.

Você navega pelo portal e quando chega em alguma página de serviço não há nenhuma mensagem de como proceder ou de como contactar aquela empresa. Informações como “Clique aqui / Deixe a sua mensagem / Para mais esclarecimentos” são fundamentais para quem navega.

A cultura na internet ainda é muito nova e os grandes portais se esquecem que muitas pessoas não tem o hábito de ler noticiários via web e que talvez uma pequena frase possa ajudar. Conseguir resolver os problemas via internet é mais satisfatório do que ter a resolução pelas longas esperas telefônicas.

Portanto, se você pretende ter um site (ou já tem), revise todas as páginas, antes mesmo das notícias. Peça para um usuário navegar e testar se consegue ser atendido e ter os seus problemas resolvidos em poucas mensagens. Veja se a pessoa não se irrita por não encontrar de forma didática uma solução para seu problema.

Não é nada prático (nem barato) tem um site simplesmente por ter, ou para ser indexado no Google. Utilize essa ferramenta para economizar tempo na sua empresa e para deixar o cliente satisfeito. A internet é uma mídia muito eficaz quando bem solucionada e bem feita. São nos pequenos detalhes que se satisfazem grandes clientes.

Uma boa navegação faz com que o leitor seja fiel.  Leia, releia e facilite a vida de seu leitor. Uma informação muda muita coisa!

Três mitos sobre a produção de notícias para web

“Escrever para internet é escrever pouco”. “Se errar, dá pra concertar na hora”. Se você já ouviu ou concorda com essas frases, você deve ler as dicas abaixo para complementar as suas ideias. Os mitos estão à solta, e um erro na internet, pode ser fatal para sua imagem. Siga as dicas! =)

Erros mais comuns:

1) O melhor texto é aquele mais curto. Não necessariamente. Já defendi que a leitura de fato não deve ser tão extensa, porque na web, o leitor procura instantaneidade.  Porém, escrever pouco não significa pouca informação. O correto seria “em poucas palavras, escrever tudo”. Outra dica boa é usar a convergência de mídias e abusar de conteúdos que complementem as suas palavras, como vídeos e fotos.

2) Na internet dá para concertar os erros na hora. Esse é um caso muito delicado. De fato o gerenciador de conteúdo está à nossa disposição a qualquer momento. Se esquecer um acento ou cometer um erro de digitação, dá pra modificar. Porém, se a informação estiver errada pode ser mais grave do que em um veículo impresso, devido à rapidez que a mensagem se espalha. Se cair nas redes sociais então, um abraço. Isso pode significar horas e dias de trabalho para remanejar o erro.

3) A credibilidade das notícias da internet está longe de alcançar a dos jornais. Errado. Há anos que a internet é responsável pela disseminação dos principais furos jornalísticos. A veracidade da informação é tão rápida, que pode ser confirmada em poucos instantes a partir de debates na internet.

Esses são os erros que constantemente ouço e vejo repercutir por aí. Como jornalista vive por “investigar”, assim que descobrir mais, compartilho com vocês!

Até a próxima.

Media On: resumo da palestra de Alberto Cairo no 4º seminário de jornalismo online

Acontece em São Paulo nos dias 9 a 11 de novembro, a 4ª edição do seminário de jornalismo online, realizado pelo portal Terra, Itaú Cultural e pelo Ministério da Cultura.

Para dar um aperitivo para vocês, selecionei uma palestra que achei bastante interessante. Escolhi fazer um resumo da fala do diretor de infografia e multimídia da revista Epoca, Alberto Cairo. O que mais me despertou atenção foi a humildade do palestrante em guiar sua apresentação a partir de perguntas. Segundo ele, não há geeks que saibam o suficiente sobre o novo hábito de se usar tablets. “Conhecer a ferramenta é uma coisa. Implantá-la ao dia a dia dos leitores é outra”, alertou Cairo.

Para ele, atualmente o jornalismo se guia por intuições, ao invés de se orientar por pesquisas científicas. Muitos veículos estão otimistas por especularem o verdadeiro sucesso dos tablets como salvação das redações. Porém, ainda não há números que comprovem isso. “Precisamos saber que o mais importante para uma pessoa aprender não é saber dar respostas, mas assumir a sua ignorância”, completou.

Cairo colocou sabiamente algumas questões que realmente são pertinentes ao futuro dos veículos, como essas:

O que a indústria de comunicação espera dos tablets? De acordo com Cairo, a mídia pode ser otimista demais quando afirma que a tecnologia irá gerar um novo impulso para os veículos.

O que significa o aumento da mídia digital? É muito fácil achar uma publicação legal na banca de jornal. Como reproduzir isso através do ipad? Os leitores podem não estar familiarizados com a sua marca, por isso as publicações devem ser fáceis de achar, de baixar e devem gerar alguma experiência que faça com que os leitores estejam dependentes de sua publicação.

– Além da forma de pagamento, como criar uma experiência para os leitores habituados à leitura de jornal impresso, que proporciona uma experiência fetichista física?

Como desenvolver a tablet life? Como implementar esse novo hábito para os leitores?

A palestra de Alberto Cairo é um exemplo do quanto somos espertos no quesito tecnologia, mas como estamos distantes de entender e nos preocupar com os verdadeiros hábitos dos consumidores.

Ficou com vontade de saber mais sobre o Midia On? Acesse e assista as palestras ao vivo no endereço: http://www.mediaon.com.br/

Não é preciso ser publicitário para vender um texto na internet

Uma imagem vale mil palavras. Uma informação passada em poucas palavras vale milhares de buscas na internet. Ainda há uma dificuldade dos veículos online em distinguir a informação do atraente. Já li muitas notícias de grandes portais que utilizam textos e fotos sensacionalistas para prender o leitor. Quando entro em um site que utiliza esses recursos para “vender a informação”, saio imediatamente.

Assim como a maioria dos leitores que buscam se informar pela internet, acredito nos portais que habitualmente freqüento porque eles me informam, não porque eles me vendem algo. Muitas pessoas substituem a leitura de um jornal impresso para ler um portal. Ou seja, os anúncios tem o seu devido lugar, que não nos títulos.

Por isso, ouso em arriscar com algumas dicas que podem distinguir o texto publicitário do jornalístico na web, ou substituir a comoção pela informação.

Informe! Não entro em um portal de notícias para comprar nada. Ou seja, estou ali para ser informada. Se eu escolhi o seu site é porque provavelmente já acompanho o seu conteúdo e ele me passa credibilidade.

Publicidade independente de SEO. Tem um texto ranqueado entre as primeiras páginas do Google é ótimo, pois muita gente pode descobrir ali a sua página. Porém, escrever estrategicamente para web não necessariamente é falar “qualquer coisa” para aparecer (em breve irei discutir a funcionalidade de SEO para jornalistas na web).

Pergunte! Na web você tem acesso às suas fontes em tempo real. Apure e pesquisa o que elas falam sobre o seu veículo. Não há nada melhor do que estabelecer uma comunicação direta e assertiva com o seu público. Fale o que eles querem ouvir. Quer forma melhor de vender o seu texto?

Reúna dados em seu texto. Economize o tempo do leitor. Apure os dados mais recentes para que ele não precise utilizar sites de busca para comprovar informações.

Integre informações a partir de hiperlinks. Relacione seus textos antigos com os mais recentes, para que o leitor navegue por mais tempo no seu site.