Seja amigo (a) do gerenciador de conteúdo

Do que adianta ter o material para dar o furo se tiver que esperar o “menino de T.I” para postar o seu texto com as suas fotos e/ou vídeo? A internet é uma grande aliada do repórter, se ele souber manuseá-la de qualquer lugar, sem depender da ajuda de outros para postar conteúdos.

Uma boa saída para aprender a lidar com esse ambiente, são os blogs. Neles é possível postar e editar textos, inserir fotos, vídeos, hiperlinks etc. Se você ainda não tem o seu, providencie. Antes de trabalhar diariamente com web é preciso dominar o básico da inserção de textos em gerenciadores criados por profissionais de programação.

A nomenclatura utilizada por eles ainda não é a mais adequada para jornalistas. A plataforma do gerenciador do wordpress, por exemplo, usa “Categorias”, ao invés de “Editorias” – o que para nós soaria mais familiar. Essa foi uma questão levantada pelo meu amigo programador web (e que está se formando em jornalismo), Fábio Bastos, que pretende criar uma plataforma com nomes que são mais comuns ao universo dos jornalistas.

Veja a opinião dele sobre o assunto.

Como esse gerenciador poderia ajudar o repórter?
Fábio Bastos – A ideia de um gerenciador de conteúdos otimizado para jornalistas não é nova, embora eu não conheça algum. A minha proposta é criar uma plataforma de conteúdos que tenha nomenclaturas específicas da área de jornalismo, para que o repórter possa inserir notícias depois de redigi-las e inserir fotos e vídeo sem depender de outra pessoa.

Um gerenciador específico eliminaria esse problema na redação?
FB – O gerenciador poderia facilitar. Porém, a especialização do profissional não deve ser em “conseguir inserir conteúdo em sites”, isso é básico. O jornalista deveria se preocupar mais em aprender Web Semântica, SEO, AdWords e todas as outras tecnologias relacionadas ao texto.

Quem escolhe os nomes para as seções de uma plataforma de gerenciador de conteúdo? O programador ou o próprio jornalista?
FB – Assim como é feito com as categorias do WordPress, é necessário que o próprio jornalista insira novas categorias, mas com o nome de Editoria, por exemplo. Um exemplo de criação de seção também pode ser a criação de uma parte só de resenhas. Isso também deve ser priorizado entre os benefícios do gerenciador. Alguns deixam muito confuso para o usuário, que não sabe se deve inserir links, listas, categorias, seções, páginas, ou mesmo como ele insere imagens, vídeos, áudio, ou qualquer outro tipo de mídia e se ela vai para dentro da matéria ou para uma parte específica de multimídia que a acompanhe.
Mas a minha ideia é ir muito mais além disso. É promover, dentro do gerenciador, formas do jornalista, enquanto redige a matéria, observar quais palavras são mais relevantes para transformar em tags, ou procurar diretamente no Google AdWords como as pessoas estão procurando pelo assunto no Google – tudo isso dentro da plataforma. Assim, ele poderá escrever de forma otimizada. Seria um “jornalismo otimizado”.

A partir de quando surgiu essa necessidade?
FB – Basicamente enquanto eu estava criando a versão online do Jornal Impressão, do Uni-BH. Pesquisei sobre as opções de gerenciador do mercado, como WordPress e Joomla. Eles têm muitas possibilidades de personalização, mas acredito que seja melhor, em vez de aprender uma linguagem específica do Worpress e ficar preso a ele, escolher um Framework de trabalho e criar um novo gerenciador com as mesmas funcionalidades dos citados, mas totalmente direcionado ao jornalismo.

Você acha que os profissionais de programação deveriam se aproximar mais do universo de seus clientes e adaptar  a linguagem das plataformas que criam?
FB – Eu acredito que as boas empresas fazem isso, assim como os bons programadores. É necessário que durante o briefing ou planejamento do site o cliente seja informado de tudo que é possível de se fazer no site, e que o back-end (área de administração) também esteja dentro do planejamento, visando a usabilidade mesmo nessa parte e não só no front-end, que é a parte que somente o usuário do site terá acesso. Assim como o design deve se adaptar ao conteúdo e não vice-versa, o certo é que o gerenciador se adapte ao usuário, à arquitetura de informação e ao design do site, e não o contrário.
Senão toda empresa teria que contratar um profissional para atualizar o site, sendo que ela comprou o serviço da programação que o transformou em algo dinâmico à toa. Assim, seria mais prático contratar alguém que fizesse o site em html e sempre atualizasse no código puro. Sairia mais barato pra qualquer empresa e, aí sim, teria sentido a contratação de uma pessoa só para atualizar páginas e inserir conteúdo.

Qual é a expectativa de crescimento para profissionais de jornalismo estarem adaptados ao mercado web?
FB – Na minha monografia eu pretendo fazer uma pesquisa online com jornalistas que vai avaliar quais os conhecimentos deles em softwares e linguagens específicas da Web, como html, flash, edições de vídeos, imagens, áudio, entre outros. Eu não sei quando os jornalistas estarão adaptados ao webjornalismo, e acho que isso depende muito de uma adequação dos cursos e sua grade curricular. Mas acredito que já passou da hora de começar a aprender sobre tecnologias de informação e comunicação no Jornalismo, pois a convergência de mídias já é uma realidade.

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