Mídias sociais são o principal canal de compartilhamento de notícias

O blog midiassociais.net publicou uma pesquisa global realizada pela CNN com 2.300 consumidores (POWNAR), que revela benefícios gritantes para as notícias que são compartilhadas via social media. Foi feita uma análise semiótica aprofundada, com técnicas avançadas de neuro-marketing para se chegar aos resultados. O projeto de pesquisa foi realizado a nível internacional, entre junho e agosto deste ano.

Acompanhe alguns resultados:
•    43% das notícias são compartilhadas através da mídia social. E-mail vem em segundo lugar, com 30%. SMS foi o terceiro (15%), seguido de mensagens instantâneas (12%).
•     27% de todas as pessoas que compartilham notícias representam  87% de todas as notícias compartilhadas.
•    A média global de usuários compartilha 13 histórias por semana e recebe 26 histórias através de links compartilhados em mídia social ou e-mails.

“A notícia agora não é mais só responsabilidade do veículo que a publica, mas de todos os usuários que acessam o seu conteúdo e confiam nas informações”, conclui a analista de redes sociais Érica Navarro. Para ela, o fato das mídias sociais liderarem a preferência de compartilhamento entre os usuários deve-se principalmente à redução do tempo e à praticidade de divulgação instantânea. “É mais prático do que enviar um email”, exemplifica.

Ainda segundo Navarro, esses dados nos levam a crer que os veículos online vivam a incessante corrida pela adaptação de conteúdo nesse novo filtro de informações, que deve liderar a preferência dos leitores por um bom tempo.

Títulos são definitivos nas Redes Sociais


Falar que as ferramentas de relacionamento com os usuários na internet é hoje a principal fonte para o jornalista dar o furo da informação é chover no molhado. É fato que todos os veículos impressos, online ou mídia eletrônica devem usar (e bem) as redes sociais para compartilhamento de conteúdo. Porém, a discussão que proponho vai um pouco mais além.

Além da interação e da instantaneidade do fluxo de informação, as redes de relacionamento web precisam ser igual (se não mais) atrativas do que os textos postados em veículos. As redes são apenas uma ferramenta para “fisgar” o leitor até a sua página. O caráter exclusivo e a temporalidade impactada pelo verbo podem (e devem) ser abusadas quando se quer comunicar nessas redes.

A qualidade da informação é diretamente proporcional à quantidade de usuários seguidores nas redes. Os títulos nesses canais devem seguir os tradicionais passos do jornalismo, que lidam com exclusividade, números e impacto social para fazer do cotidiano, uma realidade extraordinária.

Portanto, afirmo mais uma vez que a web está longe de ser uma incógnita para os jornalistas, pois ela é apenas mais um meio de propagação dos métodos já conhecidos, adaptado ao relacionamento estratégico com os leitores.

Seja amigo (a) do gerenciador de conteúdo

Do que adianta ter o material para dar o furo se tiver que esperar o “menino de T.I” para postar o seu texto com as suas fotos e/ou vídeo? A internet é uma grande aliada do repórter, se ele souber manuseá-la de qualquer lugar, sem depender da ajuda de outros para postar conteúdos.

Uma boa saída para aprender a lidar com esse ambiente, são os blogs. Neles é possível postar e editar textos, inserir fotos, vídeos, hiperlinks etc. Se você ainda não tem o seu, providencie. Antes de trabalhar diariamente com web é preciso dominar o básico da inserção de textos em gerenciadores criados por profissionais de programação.

A nomenclatura utilizada por eles ainda não é a mais adequada para jornalistas. A plataforma do gerenciador do wordpress, por exemplo, usa “Categorias”, ao invés de “Editorias” – o que para nós soaria mais familiar. Essa foi uma questão levantada pelo meu amigo programador web (e que está se formando em jornalismo), Fábio Bastos, que pretende criar uma plataforma com nomes que são mais comuns ao universo dos jornalistas.

Veja a opinião dele sobre o assunto.

Como esse gerenciador poderia ajudar o repórter?
Fábio Bastos – A ideia de um gerenciador de conteúdos otimizado para jornalistas não é nova, embora eu não conheça algum. A minha proposta é criar uma plataforma de conteúdos que tenha nomenclaturas específicas da área de jornalismo, para que o repórter possa inserir notícias depois de redigi-las e inserir fotos e vídeo sem depender de outra pessoa.

Um gerenciador específico eliminaria esse problema na redação?
FB – O gerenciador poderia facilitar. Porém, a especialização do profissional não deve ser em “conseguir inserir conteúdo em sites”, isso é básico. O jornalista deveria se preocupar mais em aprender Web Semântica, SEO, AdWords e todas as outras tecnologias relacionadas ao texto.

Quem escolhe os nomes para as seções de uma plataforma de gerenciador de conteúdo? O programador ou o próprio jornalista?
FB – Assim como é feito com as categorias do WordPress, é necessário que o próprio jornalista insira novas categorias, mas com o nome de Editoria, por exemplo. Um exemplo de criação de seção também pode ser a criação de uma parte só de resenhas. Isso também deve ser priorizado entre os benefícios do gerenciador. Alguns deixam muito confuso para o usuário, que não sabe se deve inserir links, listas, categorias, seções, páginas, ou mesmo como ele insere imagens, vídeos, áudio, ou qualquer outro tipo de mídia e se ela vai para dentro da matéria ou para uma parte específica de multimídia que a acompanhe.
Mas a minha ideia é ir muito mais além disso. É promover, dentro do gerenciador, formas do jornalista, enquanto redige a matéria, observar quais palavras são mais relevantes para transformar em tags, ou procurar diretamente no Google AdWords como as pessoas estão procurando pelo assunto no Google – tudo isso dentro da plataforma. Assim, ele poderá escrever de forma otimizada. Seria um “jornalismo otimizado”.

A partir de quando surgiu essa necessidade?
FB – Basicamente enquanto eu estava criando a versão online do Jornal Impressão, do Uni-BH. Pesquisei sobre as opções de gerenciador do mercado, como WordPress e Joomla. Eles têm muitas possibilidades de personalização, mas acredito que seja melhor, em vez de aprender uma linguagem específica do Worpress e ficar preso a ele, escolher um Framework de trabalho e criar um novo gerenciador com as mesmas funcionalidades dos citados, mas totalmente direcionado ao jornalismo.

Você acha que os profissionais de programação deveriam se aproximar mais do universo de seus clientes e adaptar  a linguagem das plataformas que criam?
FB – Eu acredito que as boas empresas fazem isso, assim como os bons programadores. É necessário que durante o briefing ou planejamento do site o cliente seja informado de tudo que é possível de se fazer no site, e que o back-end (área de administração) também esteja dentro do planejamento, visando a usabilidade mesmo nessa parte e não só no front-end, que é a parte que somente o usuário do site terá acesso. Assim como o design deve se adaptar ao conteúdo e não vice-versa, o certo é que o gerenciador se adapte ao usuário, à arquitetura de informação e ao design do site, e não o contrário.
Senão toda empresa teria que contratar um profissional para atualizar o site, sendo que ela comprou o serviço da programação que o transformou em algo dinâmico à toa. Assim, seria mais prático contratar alguém que fizesse o site em html e sempre atualizasse no código puro. Sairia mais barato pra qualquer empresa e, aí sim, teria sentido a contratação de uma pessoa só para atualizar páginas e inserir conteúdo.

Qual é a expectativa de crescimento para profissionais de jornalismo estarem adaptados ao mercado web?
FB – Na minha monografia eu pretendo fazer uma pesquisa online com jornalistas que vai avaliar quais os conhecimentos deles em softwares e linguagens específicas da Web, como html, flash, edições de vídeos, imagens, áudio, entre outros. Eu não sei quando os jornalistas estarão adaptados ao webjornalismo, e acho que isso depende muito de uma adequação dos cursos e sua grade curricular. Mas acredito que já passou da hora de começar a aprender sobre tecnologias de informação e comunicação no Jornalismo, pois a convergência de mídias já é uma realidade.

Redação para web. Existe fórmula?

Em sites, blogs e agencias percebe-se a incessante busca pela padronização na linguagem de se comunicar na web. A regra é: relacionar-se bem com o público, certo? Errado. Se essa fosse a única premissa, qualquer pessoa que estivesse conectada diariamente no Twitter, respondendo aos seus Followers seria considerado um expert no assunto.

Para os jornalistas então, ainda há uma incógnita gigantesca em relação ao tema. No impresso, rádio e tv, há um manual de redação que diz o que é certo e o que é errado dizer ao público. Na web o buraco é mais embaixo.

Como sobreviver em um universo onde todo mundo é produtor da informação, onde os próprios jornalistas buscam o furo em redes sociais? Pois é. Onde parece ser mais fácil se comunicar, faz com que o desafio seja ainda maior.

Na rede online não está em voga apenas um bom texto. Afinal, o que é um bom texto na web? Aquele que é lindamente escrito em uma página de impresso, rico em detalhes? Não. Será aquele que é facilmente narrado nas manhãs do rádio? Não. Ou é aquela reportagem mega, com lindas imagens em vídeo mostradas pela tv? Também não.

Uma boa saída é a tão falada “convergência das mídias”, que nada mais é do que uma tentativa dos veículos offline se adaptarem a rede de computadores. É uma boa saída, mas ainda não é a solução. Postar os conteúdos de diferentes mídias aleatoriamente não resolve o problema, tão pouco interessa aos usuários.

O segredo é saber usar isso de uma forma prática, rápida e interessante. A web exige três coisas que devem andar simultaneamente para garantir a eficácia na comunicação: saber se expressar, ter visibilidade e manter uma boa interação.

O que fazer para sustentar esse tripé?

1. Expresse-se!
Uma das maiores dificuldades dos jornalistas em escrever para web é conseguir sair das “formalidades” que a faculdade de jornalismo ensina. Para o público aqui não existe fórmula, como responder as perguntas “Quem”, “Como”, “Onde” e bolinhas… Depende do veículo, de quem lê, de quem freqüenta. O importante é dar o furo, apresentar dados e medir a repercussão. As pessoas adoram saber se o assunto terá repercussão na rede.

Falar que o texto deve ser breve e curto e objetivo é chover no molhado, né? O grande truque está em expressar em três linhas, a informação completa e atrativa. Enquanto lêem uma notícia, os usuários estão navegando em média, em cinco ou mais janelas abertas no navegador. No messenger, as amigas, chefe ou namorado estão chamando, simultaneamente. Você acha mesmo que alguém vai parar para ler um texto muito grande?

Regra básica: a comunicação online está longe de ter o efeito behavorista: estímulo – resposta. A propósito, ela está totalmente ao revés dessa ordem. Aqui todo mundo produz e a sua mensagem só ganha efeito quando alguém comenta, retruca, opina ou constrói com algum argumento. Atenção jornalistas com ego elevado: caia na real e saiba que você é mais um na rede. Se quiser ser aceito, seja a-m-i-g-o dos seus leitores. Você precisa deles!

Use as mídias. Adote a convergência entre texto, vídeo, fotos e áudio. É bom expressar de várias maneiras, mas seja dosado. Uma mídia completa a outra. Se você introduz com um texto, justifique com uma imagem e mostre a repercussão do caso por vídeo, por exemplo. Encaixe as informações sem forçar a barra. Lembre-se que a magia está em passar tudo em poucas palavras.

Não confunda publicidade com informação. Há como vender a sua ideia sem ser o vendedor. A web não é como a tv, em que as pessoas são obrigadas a assistir o horário comercial. No computador basta fechar a janela, parar de seguir ou até mesmo criticar o comunicador. Seu texto pode e deve vender algo, pois tamanha concorrência é preciso prender a atenção do leitor. Porém, basta ser conciso, inteligente e capaz de exprimir boas ideias em pouco espaço e falar para as pessoas certas, que você tem certeza que disseminarão sua mensagem.

2. Seja visto na web!
Quanto mais integrado em redes sociais, mais chances de seu trabalho ser visto, comentado e recomendado. Lembre-se que a comunicação na web só é eficiente quando ela sai de uma página e pula para milhares. Escolha o seu público e atue nas redes sociais que você julga interessante. Não há feedback melhor do que ver as pessoas disseminando seu texto na rede.

Seja presente e esteja atualizado. Para você ser visto, você tem que estar compartilhando mensagens, textos, informações. Agilidade, simultaneidade e rapidez são sinônimos de um bom comunicador na web. Para muitos usuários, se você não compartilha, significa quase não existir!

Você sabe quem está interessado no seu texto? Vá atrás do seu público. Siga para ser seguido. Mas não siga simplesmente por seguir. Prefira a qualidade do que a quantidade. Vá atrás de pessoas que irão de fato interessar por sua mensagem e que irão multiplicá-la. É importante ser formador de opinião, mas é melhor ainda, falar para as pessoas certas.

3. Interação é tudo!
De nada adianta estar presente em todas as redes sociais, blogs, sites ou ter vários seguidores, se você não compartilha da ideia deles. Lembre-se que a “rede conectada” exige uma comunicação não somente de mão dupla, mas de várias frentes, simultaneamente. Responda perguntas, compartilhe informação, comente, vote, sugira, interaja!